quinta-feira, 6 de março de 2014

Onde tudo começou

Pra falar a verdade, não foi nada tão esplêndido assim. Minha vontade de escrever foi crescendo aos poucos. Se isso é um diário? Não nego nem afirmo.
Tudo começou com um simples (bom, na época não foi tão simples assim) pé na bunda. Isso mesmo, um pé na bunda, uma empurrada pra escanteio, uma chutada de balde do meu primeiro namorado. Aquela época chata onde você precisa demonstrar que não liga pro término, que aquilo foi algo maravilhosamente benéfico pra você e aquele nariz empinado toda vez que vocês se esbarram pelos corredores ( pois é, não recomendo a ninguém namorar na escola). Por dentro estava decadente, por fora também. Triste momento. Mas calma, não estou falando isso pra causar aquele clichê de comoção ao conhecer uma pessoa. Foco, Cintia. Foco.
Ali estava eu, tentando exprimir tudo que sentia dentro de mim, e de repente me peguei rabiscando frases, poemas, músicas e textos nas folhas em branco de um caderno. E fui escrevendo, escrevendo, escrevendo, e a partir daí fui lendo mais sobre escritores do Romantismo, vários textos de Clarice Lispector, entre outros. E com isso, a dor foi se canalizando em palavras questionavelmente relevantes. E a partir daí, fui amadurecendo minhas ideias (ou não), e olhem, aqui estou!

Digo isso com tanto entusiasmo porque não sou lá uma pessoa que gosta de se exibir, então a atitude de escrever estas benditas palavras foi um progresso pessoal. Quem me dera se tudo o que escrevesse fizesse com que as pessoas chorassem lágrimas de diamante ou algo do tipo. Mas por mais óbvio e bizarro que isso seja, este é o meu sonho.
Tomara que a concordância verbal não faça-lhes
chorar sangue.

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